Estou francamente farta da minha parvoíce que me anda a atacar ultimamente. O Amor. Esse sentimento. Raios, dá-nos voltas ao coração e dispara um tiro mesmo no meio da testa (metafórico claro) que dói e mata o intelecto de um ser racional.
E se eu realmente o amar? Eu sinto que é diferente! Talvez porque estou mais madura e ele também é maduro. Sinto que consegue ser real mesmo à distancia, que lá no fundo, quando nos lembramos da mesma piada seca sobre a sopa da pedra e a pré-história expressamos simultâneamente o mesmo rasgar de lábios num sorriso inexplicável e abanar de cabeça.
Bonito, estou a chorar, credo.
Deixo-me de parvoíces! Eu amo-o! E francamente o meu maior desejo é que ele retribua intensamente o que sinto por ele! Sou uma romântica, uma sentimentalóide e depois? Estava na hora de sair do armário e gritar o que sou e o que sinto! Amo-te, é verdade!
Momento da poesia, mais um que escrevi nas féria, a pensar -->
Por entre delícias e volúpias
Gira o coração dela
Por entre delícias e volúpias
Gira a cabeça dele
Porque é tão difícil para ela...
Comunicar?
Porque é tão difícil para ele...
Sentir?
Homem sem coração.
Mulher sem cabeça.
Qual dos dois carrega o maior...
Fardo?
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Back to work
Depois de umas férias demasiado grandes está na hora de voltar ao ritmo de trabalho, que digamos, não foi muito no ano anterior. Francamente venho entusiasmada, decidida a trabalhar arduamente,a fazer realmente algo de interessante. Quero deixar a minha marca no mundo!
Apesar de estar em férias, não consegui deixar de pensar, de existir. Em momentos controversos apeteceu-me escrever, há muito que não escrevia assim. Sentia a urgência violenta de desenhar palavras, enviar os meus sinais de fumo ao mundo. Consegui sentir saudade, ainda para mais de uma pessoa distante, geograficamente mas não só. É lamechas eu sei, mas que posso eu fazer, ainda estou na idade de amar e querer ser amada. Por vezes pergunto-me se não será apenas platónico, mas depois o universo responde-me com picardia da parte dele, e aí sim, sinto que pelo menos a picardia é correspondida, quiçá a atracção física, quiçá o sentimento perturbador que tantas vezes me atormente de forma deliciosamente requintada dos momentos oníricos. Passo dias a ouvir "Say it" do meu amado Glenn Miller. Patético...
Bem, aqui fica o que escrevi.
Venho para a beira do lago
Olhar para mim
Ver-te a ti
Perder-me no momento vago
O fogo arde incandescente
Vejo-te a beijar-me
leve, levemente
Como que com a violência do carinho
Consegues tomar-me
Qual espasmo de prazer?!
Dor da emoção!
Desejo de viver
Na segurança do limbo, na tensão
Foste tu parte de mim?
Faço eu parte de ti?
Quem faz parte de quem?
A tua paz dentro de mim
A minha força dentro de ti
Juntos imbatíveis. Somos alguém!
Criaremos o nosso uno
Será onde nos perdemos que nos encontramos
7 o início.
12 o reencontro!
O fim apenas quando um de nós partir
antes disso...
Cá deixaremos a nossa semente
Juntos gritaremos no fim
Veni, Vidi, Vici!
Apesar de estar em férias, não consegui deixar de pensar, de existir. Em momentos controversos apeteceu-me escrever, há muito que não escrevia assim. Sentia a urgência violenta de desenhar palavras, enviar os meus sinais de fumo ao mundo. Consegui sentir saudade, ainda para mais de uma pessoa distante, geograficamente mas não só. É lamechas eu sei, mas que posso eu fazer, ainda estou na idade de amar e querer ser amada. Por vezes pergunto-me se não será apenas platónico, mas depois o universo responde-me com picardia da parte dele, e aí sim, sinto que pelo menos a picardia é correspondida, quiçá a atracção física, quiçá o sentimento perturbador que tantas vezes me atormente de forma deliciosamente requintada dos momentos oníricos. Passo dias a ouvir "Say it" do meu amado Glenn Miller. Patético...
Bem, aqui fica o que escrevi.
Venho para a beira do lago
Olhar para mim
Ver-te a ti
Perder-me no momento vago
O fogo arde incandescente
Vejo-te a beijar-me
leve, levemente
Como que com a violência do carinho
Consegues tomar-me
Qual espasmo de prazer?!
Dor da emoção!
Desejo de viver
Na segurança do limbo, na tensão
Foste tu parte de mim?
Faço eu parte de ti?
Quem faz parte de quem?
A tua paz dentro de mim
A minha força dentro de ti
Juntos imbatíveis. Somos alguém!
Criaremos o nosso uno
Será onde nos perdemos que nos encontramos
7 o início.
12 o reencontro!
O fim apenas quando um de nós partir
antes disso...
Cá deixaremos a nossa semente
Juntos gritaremos no fim
Veni, Vidi, Vici!
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Vento
Passeando na praia, sou levada pelo vento. Sinto-me bem, calma, feliz. Deleguei ao vento a responsabilidade dos meus passos sejam eles mar a dentro ou areal a fora.
Porquê? É melhor assim?
É isto apenas uma pequena metáfora, destino. Ou livre arbítrio? Será melhor cair num erro porque não podemos fugir a este, porque estamos predestinados, guiados por algo a cometê-lo ou cairmos sozinhos num buraco porque nos fomos lá enfiar sozinhos e escolhemos lá nos meter?
Não existe uma combinação dos dois? Seria perfeito poder de vez em quando ligar o piloto automático da vida e deixar-nos levar pelo vento da praia, e quando nos apetece, mudar a rota do nosso caminho, porque não nos apetece molhar os pés.
Será melhor sermos senhores do nosso destino ou ter um senhor do nosso destino?
Prefiro não acreditar em nada, assim não crio. Assim não existe.
Porquê? É melhor assim?
É isto apenas uma pequena metáfora, destino. Ou livre arbítrio? Será melhor cair num erro porque não podemos fugir a este, porque estamos predestinados, guiados por algo a cometê-lo ou cairmos sozinhos num buraco porque nos fomos lá enfiar sozinhos e escolhemos lá nos meter?
Não existe uma combinação dos dois? Seria perfeito poder de vez em quando ligar o piloto automático da vida e deixar-nos levar pelo vento da praia, e quando nos apetece, mudar a rota do nosso caminho, porque não nos apetece molhar os pés.
Será melhor sermos senhores do nosso destino ou ter um senhor do nosso destino?
Prefiro não acreditar em nada, assim não crio. Assim não existe.
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Teorizar a Saudade...
O que é afinal a saudade? Esse vocábulo tão português... Será que somos só nós que sabemos definir numa só palavra a falta que sentimos? Sentir falta de quê?
De quem amamos?
Da pessoa em si?
Do hábito e da rotina de algo?
Ou será tudo isto?
Cada ser Humano, tem uma forma diferente de sentir, até mesmo os que não sentem. Será que sentimos? Acredito que sentimos, mas o quê? É nesta ténue linhas que as palavras deixam de fazer sentido, porque não conseguimos exprimir em palavras as emoções que sentimos quando fechamos os olhos e pensamos em alguém e sentimos uma emoção que nos liga à pessoa em questão, aquilo que ela nos faz sentir, aquilo que ela nos lembra, o seu cheiro, o seu toque.
Estou a soar demasiado sonhadora. Talvez porque sinta saudades, sérias saudades. Ou será outra coisa? Não!
De quem amamos?
Da pessoa em si?
Do hábito e da rotina de algo?
Ou será tudo isto?
Cada ser Humano, tem uma forma diferente de sentir, até mesmo os que não sentem. Será que sentimos? Acredito que sentimos, mas o quê? É nesta ténue linhas que as palavras deixam de fazer sentido, porque não conseguimos exprimir em palavras as emoções que sentimos quando fechamos os olhos e pensamos em alguém e sentimos uma emoção que nos liga à pessoa em questão, aquilo que ela nos faz sentir, aquilo que ela nos lembra, o seu cheiro, o seu toque.
Estou a soar demasiado sonhadora. Talvez porque sinta saudades, sérias saudades. Ou será outra coisa? Não!
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Away
Penso que pela primeira vez me sinto só. Sinto falta dos meus amigos que estão longe de mim, e eu deles. Fazem-me falta, até hoje pensei que só eu fazia falta a mim mesma. Talvez esteja a tornar-me frágil. Sinto falta dos meus padrinhos e madrinha académicos, sinto falta dos amigos, e sinto falta de quem me estimula intelectualmente. Sinto falta. Sinto-me incompleta.
Vamos estar juntos a partir de dia 24, mas vai ser como abanar um doce a uma criança, deixa-la dar duas lambidelas e tirar-lho outra vez dia 1.
Seja como for, sinto que o meu lugar é lá apesar de me sentir bem em casa. Não fazia ideia que a distância dava cabo de mim.
Acredito que me esteja a descobrir uma nova pessoa, afinal até aos 21 estou em constante mutação e descoberta do meu eu. Apesar de estar a dirigir as minhas energias para o percurso académico, o cúpido não faz tensões de me deixar em paz, estou a sentir-me atacada e não estou propriamente a gostar. Pela primeira vez, estou a guardar segredos só para mim, apesar da melhor amiga me conhecer e o cordão umbilical invisível que me liga a ela lhe dizer tudo, apenas as minhas expressões faciais de sim ou não lhe confirmam aquilo que ela sabe sem saber. O que me vale é que ela está em Lisboa, o que torna o que ela sabe ainda mais secreto.
O meu lado de mulher normal fala de mais.
Sinto-me feliz, no entanto incompleta e sobre o controlo bélico de um Mito.
Vamos estar juntos a partir de dia 24, mas vai ser como abanar um doce a uma criança, deixa-la dar duas lambidelas e tirar-lho outra vez dia 1.
Seja como for, sinto que o meu lugar é lá apesar de me sentir bem em casa. Não fazia ideia que a distância dava cabo de mim.
Acredito que me esteja a descobrir uma nova pessoa, afinal até aos 21 estou em constante mutação e descoberta do meu eu. Apesar de estar a dirigir as minhas energias para o percurso académico, o cúpido não faz tensões de me deixar em paz, estou a sentir-me atacada e não estou propriamente a gostar. Pela primeira vez, estou a guardar segredos só para mim, apesar da melhor amiga me conhecer e o cordão umbilical invisível que me liga a ela lhe dizer tudo, apenas as minhas expressões faciais de sim ou não lhe confirmam aquilo que ela sabe sem saber. O que me vale é que ela está em Lisboa, o que torna o que ela sabe ainda mais secreto.
O meu lado de mulher normal fala de mais.
Sinto-me feliz, no entanto incompleta e sobre o controlo bélico de um Mito.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Eu, uma pessoa que desconhecia a mim mesma.
Por vezes, descobrimos verdades sobre nós mesmos que nos magoam. Hoje após rever mentalmente a minha embriaguez do São João reparei que sim, sou uma egoísta e que tenho de dar sempre tudo para ser melhor do que os outros. Porquê?
Agora vejo que e verdade, nunca tinha encontrado razões para me achar como tal, honestamente estou terrivelmente desapontada comigo mesma, é como se não fosse eu. Sinto-me Dorian Grey, os seus podres só aparecem no quadro, é esse o seu verdadeiro espelho, talvez a única imagem verdadeira que consigo ver de mim e só quando estou com demasiado álcool no sangue. Que depreciativo.
Sinto-me tão mesquinha.
O que aconteceu foi álcool a mais no meu sangue subiu a minha cabeça, falei de coisas que ja muitos sabem, mas estava com pessoas novas, e estávamos a falar de loucuras, e eu tenho de contar algo que seja a cima de tudo o que eles fazem, e o pior é que não invento, e mesmo verdade aquilo que eu fiz. Tenho sempre de bater todos em tudo, sejam coisas boas ou más, e para ajudar bato em mais coisas más do que boas. Estou aterrorizada com os meus comportamentos e sobretudo a a minha forma de pensar.
Sou desprezível e horrível... Socorro, alguém me salve de mim mesma.
Agora vejo que e verdade, nunca tinha encontrado razões para me achar como tal, honestamente estou terrivelmente desapontada comigo mesma, é como se não fosse eu. Sinto-me Dorian Grey, os seus podres só aparecem no quadro, é esse o seu verdadeiro espelho, talvez a única imagem verdadeira que consigo ver de mim e só quando estou com demasiado álcool no sangue. Que depreciativo.
Sinto-me tão mesquinha.
O que aconteceu foi álcool a mais no meu sangue subiu a minha cabeça, falei de coisas que ja muitos sabem, mas estava com pessoas novas, e estávamos a falar de loucuras, e eu tenho de contar algo que seja a cima de tudo o que eles fazem, e o pior é que não invento, e mesmo verdade aquilo que eu fiz. Tenho sempre de bater todos em tudo, sejam coisas boas ou más, e para ajudar bato em mais coisas más do que boas. Estou aterrorizada com os meus comportamentos e sobretudo a a minha forma de pensar.
Sou desprezível e horrível... Socorro, alguém me salve de mim mesma.
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Porque no fim, acabo sempre sozinha...
Porque no fim, sou uma pobre alma, uma capitã de navio que se preocupa em pôr todos a bordo do barco salva vidas e se esquece de si, afunda com o navio e não tem ninguém que lhe dedique uma memória a ela, que salvou um navio inteiro, salvar gente da tragédia a salvar-se a si, renegando o instinto de sobrevivência.
Mas de que me serve a mim o sacrifício pelos outros? É certo de que não espero nada em troca se não um pouco de consideração por mim. Mas não, isso não existe sequer. Eu sou como um mordomo, silencioso, sempre limpa a bagunça que fazem, sempre ajuda, sempre tudo, mas é invisível. Sinto-me tão invisível. Sinto-me como se não existisse, se eu desaparecesse quem daria por minha falta? Bem, a SASUP porque tenho que pagar o quarto. Sinto-me um hollow, um nada. O que sou? Nada! Quem dá por minha falta? Ninguém! Que faço eu a aqui? Boa pergunta.
No fim, acabo sempre sozinha, no meu quarto, a chorar, a implorar. Porquê?!
Mas de que me serve a mim o sacrifício pelos outros? É certo de que não espero nada em troca se não um pouco de consideração por mim. Mas não, isso não existe sequer. Eu sou como um mordomo, silencioso, sempre limpa a bagunça que fazem, sempre ajuda, sempre tudo, mas é invisível. Sinto-me tão invisível. Sinto-me como se não existisse, se eu desaparecesse quem daria por minha falta? Bem, a SASUP porque tenho que pagar o quarto. Sinto-me um hollow, um nada. O que sou? Nada! Quem dá por minha falta? Ninguém! Que faço eu a aqui? Boa pergunta.
No fim, acabo sempre sozinha, no meu quarto, a chorar, a implorar. Porquê?!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Vida Académica
Que seria de um estudante do ensino superior sem a boémia? Seria como pensar em Toulouse Lautrec sem absinto e prostitutas.
Após voltar a mim, dei espaço à boémia académica, e na verdade encontrei felicidade nesta. Uma felicidade que não dura apenas o momento da moca por fumos mágicos ou por álcool, uma felicidade que dura o pós moca, as conversas interessantes, os amigos que se fazem, as pessoas que se conhecem e os verdadeiros que estão lá para nos segurar a cabeça e dar água com açúcar nos momentos menos bons da moca. Sim, todas as mocas deviam ser assim, dentro e fora da vida académica, mas parece haver um atilho invisível que nos torna mais unidos nesta micro-esfera sócio-cultural que é a Universidade.
Como dizem os meus companheiros do andamento "Eu quero é putas e vinho verde", bem eu, visto que sou mulher, digo:
Eu quero é gigalôs e vinho maduro!
Após voltar a mim, dei espaço à boémia académica, e na verdade encontrei felicidade nesta. Uma felicidade que não dura apenas o momento da moca por fumos mágicos ou por álcool, uma felicidade que dura o pós moca, as conversas interessantes, os amigos que se fazem, as pessoas que se conhecem e os verdadeiros que estão lá para nos segurar a cabeça e dar água com açúcar nos momentos menos bons da moca. Sim, todas as mocas deviam ser assim, dentro e fora da vida académica, mas parece haver um atilho invisível que nos torna mais unidos nesta micro-esfera sócio-cultural que é a Universidade.
Como dizem os meus companheiros do andamento "Eu quero é putas e vinho verde", bem eu, visto que sou mulher, digo:
Eu quero é gigalôs e vinho maduro!
Finalmente, um Admirável Mundo Novo!
Quando estava no secundário, ouvia relatos do meu Mestre, a pessoa que me ensinou quase tudo o que sei sobre a vida, que a vida de universitário era um constante bombardeamento cultural onde nos partilhamos e partilham connosco.
A verdade é que quando cheguei à tão famosa esfera universitária, bem, não encontrei nada disso. Aliás, encontrei um secundário com um nome diferente, um nível de aprendizagem superior mas que a nível intelectual continuava a ser raso ao chão, em suma conheci "crianças" de três e sete anos em corpos de dezoito, dezanove, vinte anos.
Então que foi feito desse mundo mítico onde crescemos, evolúimos, praticamos a ascese e vamos ter com Sócrates? Bem, começo a deslindar entre brumas a sua mítica existencia, verdade seja dita, ele existe, mas é preciso procura-lo arduamente. Eu andei os dois semestres para o encontrar e só na tão mal afamada epoca de exames encontro, finalmente, pessoas que se pode dizer que fazem parte dessa esfera radiante que não é o sol mas sim o Admirável Mundo Novo Universitário.
Agora sim!
A verdade é que quando cheguei à tão famosa esfera universitária, bem, não encontrei nada disso. Aliás, encontrei um secundário com um nome diferente, um nível de aprendizagem superior mas que a nível intelectual continuava a ser raso ao chão, em suma conheci "crianças" de três e sete anos em corpos de dezoito, dezanove, vinte anos.
Então que foi feito desse mundo mítico onde crescemos, evolúimos, praticamos a ascese e vamos ter com Sócrates? Bem, começo a deslindar entre brumas a sua mítica existencia, verdade seja dita, ele existe, mas é preciso procura-lo arduamente. Eu andei os dois semestres para o encontrar e só na tão mal afamada epoca de exames encontro, finalmente, pessoas que se pode dizer que fazem parte dessa esfera radiante que não é o sol mas sim o Admirável Mundo Novo Universitário.
Agora sim!
domingo, 13 de junho de 2010
Inicio (III)
Hoje, retomo aquilo que deixei para trás. Deixei-me, perdi-me, traí-me. Finalmente aceito o que sou. Passei este tempo de ausência a fazer de mim uma rapariga exemplar, uma dona de casa perfeita. O problema surge quando o meu eu não me permite ser nada disto. Sou um pilar da ponte de tédio, alguém que se balança constantemente na corda bamba. A vida a meu ver, a meu ser é isto e não o decepcionante Apolinismo, sempre o mesmo, sempre rotineiro. Sou Dionisíaca, e gosto! Jamais volto pregar rasteiras a mim mesma, fazer de mim fantoche deste teatro ridículo que é a vida, vida aos olhos da sociedade.
"7"
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
Se ainda estivesse aqui, no hoje, não hesitava em persegui-lo, casar com ele. Ok, talvez soe mórbido, mas a verdade é que o que me seduz no meu oposto, na minha metade que por vezes me completa é a sua intelectualidade, o facto de termos conversas horas a fio sobre interesses, pontos de vista opostos. Homens bonitos há muitos, mas para quê? Na esmagadora maioria das vezes nem são bons no dito "vale dos lençóis" para que quero eu um homem bonito? Para olhar para ele? Para isso tenho esculturas, pinturas, fotografias. Bonecos, fantasias para observar. O que falta às mulheres é a intelectualidade.É claro mais delicioso deliciarem-se com a sua "própria" imagem (que nem é própria porque estão carregadas de maquilhagem e falsidade) do que lerem bons livros para os poderem discutir.
Enfim,
de que me serve a mim pensar?
Ser eu? Ninguém me entende... Talvez seja melhor assim!
"7"
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
Se ainda estivesse aqui, no hoje, não hesitava em persegui-lo, casar com ele. Ok, talvez soe mórbido, mas a verdade é que o que me seduz no meu oposto, na minha metade que por vezes me completa é a sua intelectualidade, o facto de termos conversas horas a fio sobre interesses, pontos de vista opostos. Homens bonitos há muitos, mas para quê? Na esmagadora maioria das vezes nem são bons no dito "vale dos lençóis" para que quero eu um homem bonito? Para olhar para ele? Para isso tenho esculturas, pinturas, fotografias. Bonecos, fantasias para observar. O que falta às mulheres é a intelectualidade.É claro mais delicioso deliciarem-se com a sua "própria" imagem (que nem é própria porque estão carregadas de maquilhagem e falsidade) do que lerem bons livros para os poderem discutir.
Enfim,
de que me serve a mim pensar?
Ser eu? Ninguém me entende... Talvez seja melhor assim!
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