Porque no fim, sou uma pobre alma, uma capitã de navio que se preocupa em pôr todos a bordo do barco salva vidas e se esquece de si, afunda com o navio e não tem ninguém que lhe dedique uma memória a ela, que salvou um navio inteiro, salvar gente da tragédia a salvar-se a si, renegando o instinto de sobrevivência.
Mas de que me serve a mim o sacrifício pelos outros? É certo de que não espero nada em troca se não um pouco de consideração por mim. Mas não, isso não existe sequer. Eu sou como um mordomo, silencioso, sempre limpa a bagunça que fazem, sempre ajuda, sempre tudo, mas é invisível. Sinto-me tão invisível. Sinto-me como se não existisse, se eu desaparecesse quem daria por minha falta? Bem, a SASUP porque tenho que pagar o quarto. Sinto-me um hollow, um nada. O que sou? Nada! Quem dá por minha falta? Ninguém! Que faço eu a aqui? Boa pergunta.
No fim, acabo sempre sozinha, no meu quarto, a chorar, a implorar. Porquê?!
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