Passeando na praia, sou levada pelo vento. Sinto-me bem, calma, feliz. Deleguei ao vento a responsabilidade dos meus passos sejam eles mar a dentro ou areal a fora.
Porquê? É melhor assim?
É isto apenas uma pequena metáfora, destino. Ou livre arbítrio? Será melhor cair num erro porque não podemos fugir a este, porque estamos predestinados, guiados por algo a cometê-lo ou cairmos sozinhos num buraco porque nos fomos lá enfiar sozinhos e escolhemos lá nos meter?
Não existe uma combinação dos dois? Seria perfeito poder de vez em quando ligar o piloto automático da vida e deixar-nos levar pelo vento da praia, e quando nos apetece, mudar a rota do nosso caminho, porque não nos apetece molhar os pés.
Será melhor sermos senhores do nosso destino ou ter um senhor do nosso destino?
Prefiro não acreditar em nada, assim não crio. Assim não existe.
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