Estou francamente farta da minha parvoíce que me anda a atacar ultimamente. O Amor. Esse sentimento. Raios, dá-nos voltas ao coração e dispara um tiro mesmo no meio da testa (metafórico claro) que dói e mata o intelecto de um ser racional.
E se eu realmente o amar? Eu sinto que é diferente! Talvez porque estou mais madura e ele também é maduro. Sinto que consegue ser real mesmo à distancia, que lá no fundo, quando nos lembramos da mesma piada seca sobre a sopa da pedra e a pré-história expressamos simultâneamente o mesmo rasgar de lábios num sorriso inexplicável e abanar de cabeça.
Bonito, estou a chorar, credo.
Deixo-me de parvoíces! Eu amo-o! E francamente o meu maior desejo é que ele retribua intensamente o que sinto por ele! Sou uma romântica, uma sentimentalóide e depois? Estava na hora de sair do armário e gritar o que sou e o que sinto! Amo-te, é verdade!
Momento da poesia, mais um que escrevi nas féria, a pensar -->
Por entre delícias e volúpias
Gira o coração dela
Por entre delícias e volúpias
Gira a cabeça dele
Porque é tão difícil para ela...
Comunicar?
Porque é tão difícil para ele...
Sentir?
Homem sem coração.
Mulher sem cabeça.
Qual dos dois carrega o maior...
Fardo?
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