Por vezes, descobrimos verdades sobre nós mesmos que nos magoam. Hoje após rever mentalmente a minha embriaguez do São João reparei que sim, sou uma egoísta e que tenho de dar sempre tudo para ser melhor do que os outros. Porquê?
Agora vejo que e verdade, nunca tinha encontrado razões para me achar como tal, honestamente estou terrivelmente desapontada comigo mesma, é como se não fosse eu. Sinto-me Dorian Grey, os seus podres só aparecem no quadro, é esse o seu verdadeiro espelho, talvez a única imagem verdadeira que consigo ver de mim e só quando estou com demasiado álcool no sangue. Que depreciativo.
Sinto-me tão mesquinha.
O que aconteceu foi álcool a mais no meu sangue subiu a minha cabeça, falei de coisas que ja muitos sabem, mas estava com pessoas novas, e estávamos a falar de loucuras, e eu tenho de contar algo que seja a cima de tudo o que eles fazem, e o pior é que não invento, e mesmo verdade aquilo que eu fiz. Tenho sempre de bater todos em tudo, sejam coisas boas ou más, e para ajudar bato em mais coisas más do que boas. Estou aterrorizada com os meus comportamentos e sobretudo a a minha forma de pensar.
Sou desprezível e horrível... Socorro, alguém me salve de mim mesma.
quinta-feira, 24 de junho de 2010
segunda-feira, 21 de junho de 2010
Porque no fim, acabo sempre sozinha...
Porque no fim, sou uma pobre alma, uma capitã de navio que se preocupa em pôr todos a bordo do barco salva vidas e se esquece de si, afunda com o navio e não tem ninguém que lhe dedique uma memória a ela, que salvou um navio inteiro, salvar gente da tragédia a salvar-se a si, renegando o instinto de sobrevivência.
Mas de que me serve a mim o sacrifício pelos outros? É certo de que não espero nada em troca se não um pouco de consideração por mim. Mas não, isso não existe sequer. Eu sou como um mordomo, silencioso, sempre limpa a bagunça que fazem, sempre ajuda, sempre tudo, mas é invisível. Sinto-me tão invisível. Sinto-me como se não existisse, se eu desaparecesse quem daria por minha falta? Bem, a SASUP porque tenho que pagar o quarto. Sinto-me um hollow, um nada. O que sou? Nada! Quem dá por minha falta? Ninguém! Que faço eu a aqui? Boa pergunta.
No fim, acabo sempre sozinha, no meu quarto, a chorar, a implorar. Porquê?!
Mas de que me serve a mim o sacrifício pelos outros? É certo de que não espero nada em troca se não um pouco de consideração por mim. Mas não, isso não existe sequer. Eu sou como um mordomo, silencioso, sempre limpa a bagunça que fazem, sempre ajuda, sempre tudo, mas é invisível. Sinto-me tão invisível. Sinto-me como se não existisse, se eu desaparecesse quem daria por minha falta? Bem, a SASUP porque tenho que pagar o quarto. Sinto-me um hollow, um nada. O que sou? Nada! Quem dá por minha falta? Ninguém! Que faço eu a aqui? Boa pergunta.
No fim, acabo sempre sozinha, no meu quarto, a chorar, a implorar. Porquê?!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Vida Académica
Que seria de um estudante do ensino superior sem a boémia? Seria como pensar em Toulouse Lautrec sem absinto e prostitutas.
Após voltar a mim, dei espaço à boémia académica, e na verdade encontrei felicidade nesta. Uma felicidade que não dura apenas o momento da moca por fumos mágicos ou por álcool, uma felicidade que dura o pós moca, as conversas interessantes, os amigos que se fazem, as pessoas que se conhecem e os verdadeiros que estão lá para nos segurar a cabeça e dar água com açúcar nos momentos menos bons da moca. Sim, todas as mocas deviam ser assim, dentro e fora da vida académica, mas parece haver um atilho invisível que nos torna mais unidos nesta micro-esfera sócio-cultural que é a Universidade.
Como dizem os meus companheiros do andamento "Eu quero é putas e vinho verde", bem eu, visto que sou mulher, digo:
Eu quero é gigalôs e vinho maduro!
Após voltar a mim, dei espaço à boémia académica, e na verdade encontrei felicidade nesta. Uma felicidade que não dura apenas o momento da moca por fumos mágicos ou por álcool, uma felicidade que dura o pós moca, as conversas interessantes, os amigos que se fazem, as pessoas que se conhecem e os verdadeiros que estão lá para nos segurar a cabeça e dar água com açúcar nos momentos menos bons da moca. Sim, todas as mocas deviam ser assim, dentro e fora da vida académica, mas parece haver um atilho invisível que nos torna mais unidos nesta micro-esfera sócio-cultural que é a Universidade.
Como dizem os meus companheiros do andamento "Eu quero é putas e vinho verde", bem eu, visto que sou mulher, digo:
Eu quero é gigalôs e vinho maduro!
Finalmente, um Admirável Mundo Novo!
Quando estava no secundário, ouvia relatos do meu Mestre, a pessoa que me ensinou quase tudo o que sei sobre a vida, que a vida de universitário era um constante bombardeamento cultural onde nos partilhamos e partilham connosco.
A verdade é que quando cheguei à tão famosa esfera universitária, bem, não encontrei nada disso. Aliás, encontrei um secundário com um nome diferente, um nível de aprendizagem superior mas que a nível intelectual continuava a ser raso ao chão, em suma conheci "crianças" de três e sete anos em corpos de dezoito, dezanove, vinte anos.
Então que foi feito desse mundo mítico onde crescemos, evolúimos, praticamos a ascese e vamos ter com Sócrates? Bem, começo a deslindar entre brumas a sua mítica existencia, verdade seja dita, ele existe, mas é preciso procura-lo arduamente. Eu andei os dois semestres para o encontrar e só na tão mal afamada epoca de exames encontro, finalmente, pessoas que se pode dizer que fazem parte dessa esfera radiante que não é o sol mas sim o Admirável Mundo Novo Universitário.
Agora sim!
A verdade é que quando cheguei à tão famosa esfera universitária, bem, não encontrei nada disso. Aliás, encontrei um secundário com um nome diferente, um nível de aprendizagem superior mas que a nível intelectual continuava a ser raso ao chão, em suma conheci "crianças" de três e sete anos em corpos de dezoito, dezanove, vinte anos.
Então que foi feito desse mundo mítico onde crescemos, evolúimos, praticamos a ascese e vamos ter com Sócrates? Bem, começo a deslindar entre brumas a sua mítica existencia, verdade seja dita, ele existe, mas é preciso procura-lo arduamente. Eu andei os dois semestres para o encontrar e só na tão mal afamada epoca de exames encontro, finalmente, pessoas que se pode dizer que fazem parte dessa esfera radiante que não é o sol mas sim o Admirável Mundo Novo Universitário.
Agora sim!
domingo, 13 de junho de 2010
Inicio (III)
Hoje, retomo aquilo que deixei para trás. Deixei-me, perdi-me, traí-me. Finalmente aceito o que sou. Passei este tempo de ausência a fazer de mim uma rapariga exemplar, uma dona de casa perfeita. O problema surge quando o meu eu não me permite ser nada disto. Sou um pilar da ponte de tédio, alguém que se balança constantemente na corda bamba. A vida a meu ver, a meu ser é isto e não o decepcionante Apolinismo, sempre o mesmo, sempre rotineiro. Sou Dionisíaca, e gosto! Jamais volto pregar rasteiras a mim mesma, fazer de mim fantoche deste teatro ridículo que é a vida, vida aos olhos da sociedade.
"7"
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
Se ainda estivesse aqui, no hoje, não hesitava em persegui-lo, casar com ele. Ok, talvez soe mórbido, mas a verdade é que o que me seduz no meu oposto, na minha metade que por vezes me completa é a sua intelectualidade, o facto de termos conversas horas a fio sobre interesses, pontos de vista opostos. Homens bonitos há muitos, mas para quê? Na esmagadora maioria das vezes nem são bons no dito "vale dos lençóis" para que quero eu um homem bonito? Para olhar para ele? Para isso tenho esculturas, pinturas, fotografias. Bonecos, fantasias para observar. O que falta às mulheres é a intelectualidade.É claro mais delicioso deliciarem-se com a sua "própria" imagem (que nem é própria porque estão carregadas de maquilhagem e falsidade) do que lerem bons livros para os poderem discutir.
Enfim,
de que me serve a mim pensar?
Ser eu? Ninguém me entende... Talvez seja melhor assim!
"7"
Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.
Mário de Sá-Carneiro, in 'Indícios de Oiro'
Se ainda estivesse aqui, no hoje, não hesitava em persegui-lo, casar com ele. Ok, talvez soe mórbido, mas a verdade é que o que me seduz no meu oposto, na minha metade que por vezes me completa é a sua intelectualidade, o facto de termos conversas horas a fio sobre interesses, pontos de vista opostos. Homens bonitos há muitos, mas para quê? Na esmagadora maioria das vezes nem são bons no dito "vale dos lençóis" para que quero eu um homem bonito? Para olhar para ele? Para isso tenho esculturas, pinturas, fotografias. Bonecos, fantasias para observar. O que falta às mulheres é a intelectualidade.É claro mais delicioso deliciarem-se com a sua "própria" imagem (que nem é própria porque estão carregadas de maquilhagem e falsidade) do que lerem bons livros para os poderem discutir.
Enfim,
de que me serve a mim pensar?
Ser eu? Ninguém me entende... Talvez seja melhor assim!
Subscrever:
Mensagens (Atom)